terça-feira, 4 de maio de 2010

Sobre O Tempo


"Chore neste ombro amigo, chore o quanto quiser"

Tempo, tempo, tempo mano velho
Tempo, tempo, tempo mano velho
Vai, vai, vai, vai, vai, vai
Tempo amigo seja legal
Conto contigo pela madrugada
Só me derrube no final

UM GRANDE TEXTO PARA UMA GRANDE AMIGA!

"E com seus olhos e cabelos claros ela se eternizou. A Menina que não tem acento no nome. A menina que se diz filha do pai por só ter um sobrenome. A menina que usava aparelho de skatista quando criança. A magrela desengonçada que virou um mulherão. Inteligente, dedicada, forte e capaz! A menina que será pra sempre na minha vida, em todas elas."

Teve um tempo que eu a chamava pra brincar e ela não podia porque ela era “grande”.

Teve outro que ela era "A" responsável e me levava no ballet (tudo bem que nós comíamos todo doce que era possível na volta pra casa, mas abafa o caso).

Teve também o tempo de me ensinar História, Geografia, Matemática... Eram tantas matérias que minha “professora particular” me ensinava que já nem lembro mais!

E teve quando ela apanhou por minha causa quando pichei o nome dela na mesinha de centro da mãe dela! #euconfessoquefuieu

Fui herdeira de montes de roupas, acessórios e sapatos (pezão rules) e eu adorava usar tudo, não me aguentava de expectativa em esperar crescer mais um pouco, porque eram todas roupas de mocinha e não de criança! Nem que precisasse colocar uma bola de algodão na ponta do sapato e dar uns pontinhos nas roupas.

Papel de carta, roupinhas de barbie, andar de patins, fazer chifrinho e hang loose nas fotos, Tutu Izzy, show da Angélica no Regatas com os "fedidos", festinha de aniversariantes do mês no escoteiro... são lembranças que rodeiam minha mente ao lembrar dela.

Ela foi “contratada” no meu aniversário como animadora de festas, era também decoradora e pau pra toda obra.

Foi a maior fã de todos os tempos que a Xuxa já teve (eu nunca fui no Xou da Xuxa) e sabia os passos, as músicas e nós (as caçulas) queríamos ser como ela.

Ano Novo talvez tenhamos passado todos os anos juntas... Ou quase todos! Férias em Ilha Bela acho que foram algumas.

Nas festas de aniversário a gente não podia dormir que já virávamos alvo dos terríveis irmãos. Nossa que horror! Nem vou citar o que eles faziam na ocasião porque é extremamente desagradável. Até briga de faca já teve!

Tem também a mesa do Caldo Verde que já é cativa! E a cada ano que passa a galera só faz aumentar. Às vezes se modifica, fazemos umas alterações aqui e ali, mas nunca deixa de existir. E a nossa pilastra no Tortinho também já é oficial. Enfim, são muitas histórias e lugares...

Ah! E na Formatura da Faculdade ela também estava lá (mesmo que representada pela mãe e pelo vestido mais perfeito de todos). Até nas formaturas e casamentos de outras pessoas ela tava! Seja com um penteado maneiro, uma escova no cabelo, um colarzinho, e mais vestidos. Ela sempre marcou presença e representou. Como fazem as IRMÃS mais velhas.

Aí depois veio o tempo de conversar, desabafar e trocar experiências. Na sequência passamos muito perrengue juntas, viramos oficialmente PRIMAS, dividimos nossos segredos mais secretos, moramos na casa da tia-madrinha dela, vivíamos enfiadas na casa do pai dela, na casa da mãe, da tia, da avó.

Rimos, choramos, bebemos váááárias Isrootz de Begames enquanto fazíamos nossas reuniões de pauta da extinta House Of Flanders no Bar do Alemão, dançamos esquisito nas baladas (para envergonhar a nação), inventamos gírias, tivemos nossos códigos, infernizamos os outros passageiros do ônibus São Paulo X Santos na sexta-feira à noite porque não fechávamos a matraca, enfim, éramos também AMIGAS!

Nessa época teve até quem pensasse que éramos namoradas... Hahaha. A maldade está nos olhos de quem vê! E quem poderia supor que nós, do jeitinho que somos iríamos tolerar namorar outra mulher? Na boa? Definitivamente não dá. Nada contra mesmo quem gosta, nem um pouquinho, até porque temos baldes de amigas com essa preferência, mas pra gente não vira. E sabemos bem o por quê. Não é mesmo? Mas a gente não ligava que achassem que éramos SAPATAS e até fazíamos umas cenas e alimentávamos rumores pra galera ter a “confirmação” das fofocas. E a diversão era garantida! Como sempre!

Além de irmã, prima, amiga (e namorada dependendo do ponto de vista), ela virou MÃEZONA. Dessas que cuidam, dão broncas, fazem comidinha saudável quando você só está comendo besteira, limpa, passa, aconselha, toma as rédeas mesmo. E assim como acontece com as mães, os filhos nem sempre dão valor. E teve “a briga”. Na verdade nem foi uma briga... Foi pura falta de comunicação, falta de tato, consideração e todas aquelas coisas que estragam o relacionamento de qualquer um. E a culpa foi MINHA.

Mais uma vez o tempo! Ah... Como ele é bondoso! Só o tempo pode ser tão generoso e capaz de trazer pra perto da gente a família que a gente escolheu. Por mais que nós tenhamos errado. Por mais que pareça impossível. Por mais que pareça que não vai rolar. Foi ele quem curou as feridas. Foi ele que nos aproximou numa data tão especial e ultrapassou as barreiras do orgulho e fez as coisas se ajeitarem da melhor forma possível... Mesmo que tenha sido dentro de um banheiro fazendo o nº 02, desabafando, chorando e tapando o nariz!!!

Tem gente que depois de uma briga desse naipe acha que não vai conseguir nunca mais ter a amizade de “antes”. Eu graças a DEUS tenho você. E graças a ELE nossa amizade é MELHOR e MAIS COMPLETA do que antes. E mais do que nunca estamos unidas. Maduras. Somos afilhada e madrinha agora, em diferentes ocasiões, e, é difícil escolher qual dos dois “batizados” é mais especial. Acho que nem tem como! São momentos únicos e inesquecíveis, cada um ao seu modo.

Nova fase: entrar pra turma dos que procriam. Nós, da “DIRETORIA”, ainda estamos tentando, ou não. Whatever! O que importa é praticar. Praticar realmente! Se bem que acho que quando o primeiro de nós for pra esse nível todo mundo segue a fila... Será? Não importa também. Putz, mais imagina os remelentinhos se matando como nós fazíamos e criando laços de amizade pra sempre! Inédito! Mas só o TEMPO vai dizer. Só ele para nos dar esses presentes.

E por falar em presente. Agora caiu a ficha. Você faz parte do meu passado e presente. E ainda bem que o futuro é a gente que faz! Pois, nada é capaz de mudar o amor que sinto por você e sua família. E quero ter mais histórias pra contar daqui em diante. Obrigada por ser tão especial. Obrigada pelas conversas. Obrigada por nunca desistir de mim. Você eu posso chamar de MINHA AMIGONA!


Beijos, beijos, beijos, beijos...


1, 2, 3... 4!


"Veives"

Um comentário:

Erica Augusto disse...

Hey, Flanders, acho que nem preciso dizer que chorei do começo ao fim, né?
Obrigada por tudo, pelas palavras, pela amizade e tudo o mais que eu não estou tendo condições de te dizer agora (tá foda, choro em bicas).
Volto aqui para continuar, quando estiver em melhor estado emocional.
Por ora: a recíproca é mais que verdadeira. Te amo, irmazinha!